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Aceleração digital no novo ambiente pós-pandemia

Escrito por Academia CEO

09 JUN 2021 - 09H00 (Atualizada em 09 JUN 2021 - 15H55)

No Webinar do último dia 20 de maio, do Projeto Academia CEO & FGV In Company, falamos com Ana Paula Assis, ex-aluna da FGV, que foi General Manager da IBM América Latina e atual General Manager IBM Client Transition. A entrevista foi mediada por Marcelo Coutinho, professor da EAESP FGV, e por Antonio Maciel, da Academia CEO. O assunto abordado foi a Aceleração Digital, que é o próximo passo da Transformação Digital que já ocorreu.

A transformação digital é algo que já estava acontecendo no mundo dos negócios, porém não era visto como uma grande necessidade (nem prioridade) entre as empresas. A pandemia mudou todo este cenário, pois obrigou muitos empresários a se digitalizarem. As empresas que não tinham uma infraestrutura de tecnologia acabaram passando por momentos delicados - ou se adaptaram rapidamente ou não conseguiram sobreviver.

Além disso, também houve uma mudança de hábitos em função do home office, já que os trabalhadores tiveram que fazer alguns ajustes dentro de casa, seja contratando um plano de internet mais eficaz, seja fazendo adaptações em móveis de escritório ou até mesmo na rotina da família.

Essas mudanças foram mais expressivas no setor de varejo, já que muitos usuários passaram a consumir produtos de forma online - o que não acontecia antes. Com isso, novas oportunidades nas formas de consumo foram criadas, gerando uma mudança cultural nas empresas, que passaram a se preocupar com o controle dos funcionários e engajamento com a empresa, motivação da equipe, entre outros fatores. Ao mudar a forma de produzir, mudamos a maneira como nos relacionamos com os clientes - e nenhum dos dois públicos (interno e externo) necessitam mais ser locais.

Um dos principais desafios enfrentados entre os executivos foi a recapacitação das pessoas, pois mão de obra qualificada neste mercado ainda era algo raro. Não obstante, muitas empresas têm apostado na capacitação de seus próprios funcionários, para que possam continuar se desenvolvendo dentro da companhia. Além de estudos e cursos, o desenvolvimento de softskills também tem sido bastante requerido. Características como saber trabalhar em equipe, capacidade de aprendizado e de liderança, experiências e habilidades desenvolvidas, têm sido tão requisitados quanto a capacidade técnica e diplomas universitários.

Já um dos grandes desafios enfrentados pelas empresas é a troca de informações e organização dos dados. Com a democratização da informação, há muitas ferramentas disponíveis (e gratuitas) para a organização de dados. Usar a criatividade para usufruir dessas soluções a favor da organização é mais uma solução a ser encontrada. Neste sentido, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) chega para garantir que as empresas irão fazer um tratamento e uso adequado desses dados.

Regulação é importante, mas o mais importante é a educação das pessoas. O ideal é a combinação de uma regulação adequada e pessoas cientes e conscientes de batalhar por seus direitos digitais.

Outra aceleração digital que aconteceu neste último ano foi a possibilidade de digitalizar muitos serviços. Um exemplo disso é a telemedicina, atendimento remoto praticado por profissionais de saúde. Desde que não haja prejuízos à privacidade e à segurança das pessoas em geral, esta nova possibilidade veio para quebrar barreiras. Todas as profissões estão sujeitas a estas novas mudanças, o que diferenciará será o grau com que cada uma delas será afetada.

Um ponto em comum desta aceleração digital é que o modelo híbrido de trabalho já é uma realidade latente. Com a possibilidade de se contratar funcionários de outras regiões ou de atender clientes de forma remota, a necessidade de agir apenas localmente está desaparecendo. Para tanto, as empresas terão que encontrar um modelo de negócios que funcione para a realidade de cada uma delas.

O futuro do trabalho é híbrido, e esse é um modelo que traz mais flexibilidade, palavra-chave para a mulher no mercado de trabalho. Com elas ocupando cada vez mais postos na área de tecnologia e demais profissões, este modelo de trabalho se adequa àquelas profissionais que precisam cuidar da casa, dos filhos ou estão grávidas, devido a flexibilidade de organização de demandas e horários.

Neste cenário, a confiança passa a ser um dos principais valores entre a empresa e o funcionário. Até mesmo o novo modelo de negócio, seja híbrido ou home office, exige a confiança entre as partes. Por isso, as empresas deverão criar culturas organizacionais baseadas neste valor e em empowerment. Sem, é claro, despreocupar-se do que mantém uma empresa viva: resultados.

E o que esperar do futuro? Ana Paula Assis nos lembra que devemos pensar no mobile primeiro e nos dispositivos wearables, como os relógios inteligentes. Porém, apesar de toda esta tecnologia, os robôs não irão substituir uma série de competências que só o ser humano possui, como a capacidade de julgamento, empatia, e etc.

As pessoas deverão desenvolver, cada vez mais, suas capacidades analíticas, para que possam fazer parte deste novo mundo de desenvolvimento de novas oportunidades. E no final de tudo, para Ana Paula, a métrica de sucesso continua sendo a satisfação dos clientes.

Confira a entrevista completa:


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