Blog

LIÇÕES PRÁTICAS DA GESTÃO SATYA NADELLA NA MICROSOFT

Escrito por Academia CEO

07 DEZ 2023 - 11H39 (Atualizada em 14 MAI 2024 - 16H37)

Fiquei muito impressionado com a AGILIDADE daMicrosoft no evento da demissão do Sam Altman, então CEO da @OpenAI, que possui o @ChatGPT, maior fenômeno mundial relacionado com o uso da inteligência artificial IA.

Na sexta-feria, dia 17 de novembro, o mundo todo ficou surpreso com a decisão do Conselho de Administração da Open AI de demitir o Sam Altman, Co-Fundador e então CEO da Open AI, que era também a voz e a face da empresa nos debates sobre as oportunidades e riscos da IA. A Microsoft, que investiu U$ 10 bilhões na Open AI, no início desse ano, mas que não tem nenhum representante no Conselho da Open AI, também foi surpreendida com a decisão.

Na segunda-feira seguinte, logo cedo, dia 20 de novembro, a Microsoft anunciou que tinha contratado o Sam Altman, como CEO da área de pesquisas relacionadas com IA, juntamente com o Greg Brockman, outro Co-Fundador da Open AI e peça chave no desenvolvimento estratégico da empresa. Além disso, a Microsoft informou ao mercado que iria contratar todos os colaboradores da Open AI que quisessem migrar para a Microsoft. Dessa maneira, a Microsoft acabou com o assédio dos concorrentes sobre o Sam, Greg e principais profissionais da Open AI e mostrou para o grupo de executivos principais da Open AI, que eles não precisariam fundar outra empresa para continuar as suas jornadas.

Tudo isso aconteceu em dois dias, sábado e domingo. O grande líder dessa jogada de mestre foi o Satya Nadella, CEO da Microsoft, que, em 48 horas, convenceu a Diretoria Executiva e o Conselho de Administração, de que a prioridade estratégica da Microsoft, de apostar alto em IA, era para valer e que eles não podiam perder o time principal da Open AI. Certamente, alguém, nessas reuniões, perguntou: como vai ficar o nosso investimento de U$ 10 bilhões na Open AI? Muito provavelmente o Satya deve ter dito que “vamos tratar desse assunto depois… agora, temos que garantir que o time vai continuar conosco”.

Ao final, o Conselho da Open AI foi reestruturado e o Sam Altman e o Greg Brockman voltaram para a Open AI, no dia 29 de novembro, exatamente 12 dias depois da demissão do Sam.

Somente um líder extraordinário como o Satya e o ALINHAMENTO ESTRATÉGICO profundo entre o Conselho de Administração, o CEO e a Diretoria Executiva, poderiam viabilizar esse incrível movimento, na velocidade de uma start-up. Vale lembrar que a Microsoft é uma empresa global, com 221 mil colaboradores, que faturou U$ 198.2 bilhões em 2022, obteve o lucro de U$ 72.7 bilhões e que tem atualmente U$ 2.88 trilhões de valor de mercado, que é o segundo no mundo, atrás apenas da Apple.




É claro que existem outras lições práticas da gestão Satya que explicam o sucesso até aqui, como é o caso da DIVERSIFICAÇÃO DE PRODUTOS E SERVIÇOS. Se ele se preocupasse apenas com os resultados de curto prazo, ele teria focado em melhorar o Windows, o Excel, o Office 365, ou seja, extrair o máximo possível dos produtos campeões. No entanto, ele definiu que o futuro da Microsoft estaria voltado, principalmente, para a nuvem e para a inteligência artificial e partiu para uma série de aquisições para ampliar o portfólio da empresa, entre elas:

- LinkedIn – U$ 26 bilhões, em 2016.

- GitHub – U$ 7.5 bilhões, em 2018 – (que presta um serviço baseado em nuvem, que permite que os desenvolvedores colaborem e façam mudanças em projetos compartilhados – 25 milhões de usuários atualmente).

- Activision Blizzard – U$ 68.7 bilhões, em 2022 – preço record no mundo tech – (empresa desenvolvedora de vídeo games).

- Open AI – 49% - U$ 10 bilhões, no início de 2023.

Dois aspectos culturais também devem ser incluídos na lista de lições práticas da gestão Satya: COLABORAÇÃO E APRENDIZADO PERMANENTE.

No final do ano passado, o Rodrigo Kede Lima, Vice-Presidente Corporativo e Presidente Américas Latina, da Microsoft, participou de um webinar promovido pela @Academia CEO e pela @FGV Educação Executiva. Na ocasião, ele disse que a cultura de colaboração é uma marca da Microsoft e para exemplificar como esse assunto é sério por lá, ele contou que uma parte importante do bônus dele é associado ao que ele faz para outras áreas. Recentemente, estudando mais os aspectos relacionados com recursos humanos na Microsoft, fiquei sabendo que o Satya acabou com a curva forçada de desempenho, amplamente utilizada no mundo todo, a partir da experiência lendário Jack Welch, CEO da GE, porque ele considera que a curva forçada estimula a competição interna e atrapalha a colaboração. O Rodrigo também falou que eles evoluíram do “we know it all” para o “we learn it all”. Afirmou que não tem nada que não podemos fazer… é só estudar e aprender.

Em tempo: no dia 04 de fevereiro de 2014, quando o Satya assumiu como CEO, o preço da ação da Microsoft era U$ 36.35. Na última sexta-feira, dia 01 de janeiro de 2023, o preço da ação fechou em U$ 374,51, o que representa uma valorização de 10.3 vezes, em um pouco menos do que 10anos.

Antonio Maciel Neto
Fundador e CEO da Academia CEO.

A entrevista completa do Rodrigo Kede Lima pode ser vista na plataforma, basta ser um membro da Academia CEO. Veja também mais 240 horas de conteúdos, sobre liderança e gestão, com destacados CEOs e executivos do Brasil.

    Quer se tornar um lider ainda melhor?

    Código Personalizado

    ASSINE por R$ 49,90 / mês

    SEJA MEMBRO. ASSINE AGORA!

    Vá direto ao ponto.

    Boleto

    Reportar erro!

    Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou de uma informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:

    Por Academia CEO, em Blog

    Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente.